segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Verdade ira mente Livres...


Recebi este texto via mail, e,
acredito que muitos passam por este
dilema
entre a aparência
e o
Ser...

Relaxando...
aceitando o fluir...
e os ciclos
ficamos mais
Livres
para Ser.

Beijos Luminosos e Coloridos!
No amor,

Jayah



"Estou lançando um livro de Karatê cujo objetivo é abordar os princípios filosóficos nele contido.
E, justamente nesta semana, criei para cada abertura de capítulo várias frases de efeito que traduzem os meus pensamentos. Confesso que nem todos ainda colocados em prática.
Uma delas, que eu considero de grande profundidade, diz o seguinte:
“NÃO SERÁ O MEDO DE PERDER QUE O TORNA IMPETUOSO? SE FOR, COMECE A PERDER".
E ontem, no treino, resolvi praticar um combate de quase dez minutos com um aluno em que na maior parte do tempo mantive uma certa superioridade.
Mas, num instante de vacilo, ele me levou ao solo acabando por me imobilizar. A luta encerrou ali.
No mesmo instante, enquanto fazíamos a reverência de término da luta, me veio a tal frase.
Então, longe de me sentir envergonhado pela derrota, ainda mais por manter-me em vantagem o tempo todo da luta, me senti satisfeito por constatar que eu tinha assimilado aquelas palavras.
Depois, no final da aula, sentados com os alunos coloquei aquele pensamento e perguntei-lhes o que achavam.
Discutimos o assunto. E todos avalizaram àquele pensamento.
Lembro-me que quando mais jovem, como professor, me preocupava excessivamente em manter-me numa posição de superioridade em relação aos meus alunos.
Jamais aceitei que um deles me vencesse num treino de combate.
Toda a minha energia era colocada não para melhorar a minha técnica, mas para não ser vencido.
O medo era o meu maior estímulo para treinar.
Numa sociedade competitiva, sem dúvida nenhuma que o medo está por trás de muitas de nossas atitudes.
Medo de ser inferior, da comparação, de ser rejeitado, de ser abandonado, de fracassar, são os exemplos de alguns deles.
Atualmente a humildade é considerada sinal de fraqueza. Ao passo que a bravata, a agressividade, a estupidez, a voracidade, de certa forma, é estimulada e valorizada nos dias de hoje.
Mas tais atitudes, longe de ser uma demonstração de coragem, revelam o medo a influenciar o indivíduo.
Uma frase que exprime bem esta idéia do quanto uma pessoa se esconde por trás de seus medos, é aquela em que ela diz:
“Você sabe com quem está falando?”
Como se o seu status social lhe garantisse um lugar no mundo, e o pior, acreditando ela ocupar um lugar de privilégio, que na verdade trata-se de uma prisão.
Viver impulsionado pelo medo restringe a nossa capacidade de integrar com as pessoas de maneira profunda e autêntica.
Tal condição de integração só existe quando olhamos para as pessoas sem soberba, julgamento e discriminação. Isto é, aceitamos as pessoas com elas são ao mesmo tempo em que acreditamos que elas nos aceitem do mesmo modo.
Assim, apaziguados com os nossos medos, somos capazes de empreender a verdadeira realização que é romper os muros da solidão e nos integrarmos com as pessoas de forma mais aberta e receptiva, longe das garras dos medos que nos leva a agir sempre na defensiva na tentativa de camuflar as nossas inseguranças e temores.
Perder, errar, fraquejar, faz parte da vida, e aceitar estes fatos faz muito bem à nossa saúde e à nossa alma. Nos torna verdadeiramente livres e soltos para ser.
Hélio Arakaki
( Educador, Prof de Karate, Facilitador de Biodanza,
Consultor para o desenvolvimento dos potenciais humanos em empresas

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